| Continental - 12/06/09 - São Paulo - Estudos recentes têm mostrado que o custo por quilômetro rodado quase dobra quando os pneus, sejam eles novos ou recapados, são prematuramente removidos por desgaste irregular.
Na maioria das vezes, a primeira reação de muitas frotas é atribuir a culpa ao pneu. “Mas, na realidade, são múltiplos os fatores que determinam essa deterioração, entre eles o desalinhamento da suspensão, o posicionamento da quinta roda, a calibragem dos pneus e a má condição dos aros, além da falta de manutenção dos elementos rotativos, da suspensão e dos terminais e batentes”, alerta Gilberto Viviani, gerente nacional de vendas de Pneus para Veículos Comerciais da Continental.
Do ponto de vista da engenharia, qualquer mudança na relação entre o pneu e o solo afetará diretamente a performance da banda de rodagem. Os pneus radiais de hoje são desenhados para distribuir a carga transportada de maneira mais uniforme sobre a superfície do piso. Uma calibragem excessiva faz com que a carga carregada concentre-se no centro da pegada, ao passo que uma baixa calibragem concentrará essa mesma carga nas extremidades, ou seja, nos ombros.
Com as novas tecnologias, um pneu radial de carga pode entregar algo entre 100 e 140 mil km em uma operação rodoviária de longa distância nas condições de rodagem das estradas brasileiras se adequadamente utilizado. Daí a importância de se evitar o desgaste irregular, que compromete a vida útil do pneu. “Toda a atenção é pouca. Quando pneus do eixo direcional apresentam um padrão irregular, conhecido como rebaixamento das barras, uma causa bem provável pode ser a baixa pressão de inflação”, destaca Gilberto Viviani.
Pneus direcionais com desgaste do tipo serrilhado ou em gomos alternados podem ser resultantes da utilização de pressões diferentes quando em rodado duplo. Alterações nos ombros dos pneus dianteiros, com exposição de cintas, é um claro indício de problemas com alinhamento da suspensão. Já se a corrosão é consistente e ao redor de toda a circunferência, a causa mais provável será de origem mecânica, como eixos ou cubos empenados ou rolamentos gastos.
“Danos localizados ao redor da banda podem ser causados por descentralização nos sistemas de freios, eixos, rolamentos ou mancais. Caso ele seja em um único ponto da banda, com certeza é conseqüência de uma frenagem brusca ou de algum desajuste no sistema de freios. Pneus mal montados e aros desbalanceados também causarão um padrão de desgaste irregular”, alerta o especialista.
Com tantos fatores de risco assim, é da maior importância um trabalho de conscientização junto aos usuários. A Continental Pneus, que no Brasil comercializa uma linha completa de modelos para as mais diversas aplicações de transporte (pessoas, construção e mercadorias), disponibiliza uma série de informações sobre procedimentos de manutenção no endereço :www.conti.com.br
Grupo Continental: O Grupo Continental é uma das maiores empresas de autopeças do mundo, atuando como fornecedora de sistemas de freios, sistemas e componentes de transmissão e chassis, instrumentação, produtos eletrônicos para veículos, informação e entretenimento embarcado, pneus e elastômeros técnicos. A corporação tem como foco a mobilidade segura e trabalha ativamente para a proteção do clima global. Sua divisão de pneus está presente no Brasil desde 1999 e, através de uma extensa rede de parceiros, comercializa em todo o território nacional uma completa linha de pneus de passeio, picapes, 4x4, carga e industrial. A empresa também fornece pneus como equipamento original para diversas montadoras instaladas no país. Em 2006, a Continental inaugurou sua primeira fábrica de pneus no Brasil, a mais moderna do mundo, localizada no Pólo Industrial de Camaçari, na Bahia. Atualmente, o Grupo emprega aproximadamente 150 mil pessoas em cerca de 200 localidades em 36 países.
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